quarta-feira, maio 09, 2007

Nomes para ela


Alguém tem sugestões do nome a dar a uma bebé que vai nascer em finais de Agosto/princípios de Setembro, decididamente sob o signo de Virgem?
O nome está decidido, mas aceitam-se sugestões!

quinta-feira, março 22, 2007

A Mulher



Hoje relembrei uma frase que lia e mantinha dentro de mim quando mais precisava dela.
Numa altura em que ser Mulher significava muito mais do que ser apenas uma mulher. Uma altura em que descobri que Deusa tinha dentro de mim.




"Mulher alguma nasce sem um eu de Mulher Selvagem.

A Mulher Selvagem é a raiz, o coração e a alma do ser de uma Mulher.

É a este espírito livre e selvagem que a mulher vai buscar a sua força.

As Mulheres Selvagens são sempre mais felizes em liberdade, com os animais a seguirem-na, enquanto escutam as vozes das árvores, vagueando isoladas e felizes pelos bosques."
Descubram a Deusa em vós!

quinta-feira, março 08, 2007

Uma nova Vida


Vem aí uma nova vida!

Espero que ela venha a encontrar tudo aquilo por que anseia,

tudo aquilo que precisa

e tudo aquilo que quer...

Espero que sejamos bons arcos, de material bem forte, com direcção clara e profunda e que a nossa pequena seta seja bem direccionada!

Espero que todas as aprendizagens que forem feitas não sejam à custa de dor e sofrimento... mas que crescimento não o é?!

Espero que a Vida tome bem conta deste rebento que escolheu estes pais para o ensinar a dar os primeiros passos nesta Terra de Deus.
Quando tinha cerca de 15 anos os meus pais nos ofereceram (aos filhos) este poema. Inicialmente não o compreendia mas gostava do que lia, depois decorei-o, por fim, aprendi as suas verdades.


"Teus filhos não são teus filhos.
São filhos e filhas da vida.
Vêm através de ti, mas não de ti.
E, embora vivam contigo, a ti não pertencem.

Podes dar-lhes o teu amor, mas não os teus pensamentos,
Pois eles têm os seus próprios pensamentos.
Podes abrigar seus corpos, mas não suas almas;
Pois suas almas moram na casa do amanhã, que tu não podes visitar
nem mesmo em sonhos.
Podes esforçar-te por ser como eles, mas não procures fazê-los igual a ti,
Porque a vida não anda para trás e não se demora no ontem.

Tu és o arco do qual os teus filhos, tal como setas vivas, são atirados.
O Arqueiro mira o alvo à procura do infinito
e estica com a Sua força para que suas flechas se projectem, rápidas e para longe.
Que o teu encurvamento na mão do Arqueiro seja para a Alegria:
Pois assim como Ele ama a flecha que voa, ama também o arco,
que permanece estável."

Kahlil Gibran, "O Profeta"


quinta-feira, janeiro 25, 2007

O Meu Pequeno Paraíso

Vou-vos mostrar o meu pequeno paraíso! É realmente lindo! É nestes arredores que eu vivo!
Vista de Celorico, se repararem bem, lá está o castelo no cimo.




A ribeira que passa perto de casa. Ribeira das Olas.





Agora a água está mais com menos força, mas continua linda!




A Ponte das Olas. Ponte romana.






As termas de Santo António!




Um belo passeio a dar quem quiser vir dar uma volta por Celorico. Não nasci cá, mas já me apaixonei pela região! ... e não só!...









quarta-feira, janeiro 10, 2007

A Águia e o Falcão


Lenda Sioux

A Águia e o Falcão!


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo ...
- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.

- E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã... alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Há uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada...

Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... no dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos... e viu eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - matamos-las e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - propôs a jovem.

- Não! - disse o feiticeiro, apanhem as aves, e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse:

-Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...Voem juntos mas jamais amarrados".

quarta-feira, janeiro 03, 2007

Os Dois Lobos


Um ancião índio descreveu os seus conflitos internos da seguinte maneira:

- Dentro de mim tenho dois lobos. Um deles é cruel e mau. O outro é muito bom. Os dois lobos estão sempre à briga.

Quando lhe perguntaram qual o lobo que ganhava a briga, o ancião respondeu:

- Aquele que eu alimentar.

sexta-feira, dezembro 29, 2006

Boas Festas Indígenas


Achei estas saudações de Boas Festas simplesmente lindo e tem tudo a ver com o que eu teria a dizer a qualquer pessoa!

Retirei de: site Índios On line



"Feliz Natal e Próspero Ano Novo Indígena!


A renovação do nosso espírito, e a satisfação da vida material, se dá com o nascer do sol: com uma planta que nasce, com o brotar da flor, com o aparecimento do fruto, com cada folha que renova, com o canto dos pássaros, com as matas povoadas de animais, com o encanto das florestas, com os rios, lagos, ou lagoas cheios de peixes, com o barulho das cachoeiras, com a água pura que mata a nossa sede, e que nos banha, com as nossas roças produzindo alimentos, para saciar nossa necessidade de perpetuação, com o entardecer, com a lua que surge para nos encantar, com as estrelas, que servem para nos guiar, com o novo amanhecer, com o nascer de uma criança, com o respeito e, o cuidado com os nossos semelhantes, com o direito de viver, e, com a nossa partida para o mundo espiritual. Enfim, com o amor e a proteção que nos relacionamos com a Mãe Natureza.


Somos parte da Terra, pedaços de torrões!


Não queremos um Natal e Próspero Ano Novo, que é medido de ano em ano, onde as pessoas são levadas a acreditarem que é só nesses momentos, que o espírito precisa de renovação e paz, que se redime de todos os tipos de atrocidades cometidos ao longo de um ano, que deve se colocar a melhor roupa, o melhor sapato, ter o melhor alimento, amar, sonhar, tolerar, perdoar, presentear, reunir os membros da família, e que depois de passado surgem as incertezas, o desespero, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a vaidade, o rancor, o ódio, a desesperança, a ganância, a sede do poder, a cegueira, a desilusão etc..;. Que transforma o homem, em um ser avilte.


Não queremos um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo de quem faz parte de um Sistema, ou aceita ser dominado por conveniência, e que deixa seus próprios irmãos: com fome, com sede, sem teto, sem pátria, sem direito a uma boa educação, à saúde, a um trabalho digno, sem acesso ao conhecimento dos direitos e deveres de cidadania, sem rosto e sem voz, que fomentam a guerra (a disputa e a discórdia),


Queremos sim, comungar sempre, com aqueles, que enxergam a humanidade como um todo, que não precisam de retórica, e nem se dizem intelectuais para seduzir e enganar seus irmãos, que não possuem olhos vendados, e que tem a plena consciência de que somos todos iguais perante a Natureza. A diferença é unicamente cultural. E, acima de tudo possuem a consciência de que precisamos preservar e cuidar do meio em que vivemos, se deseja para nossas futuras gerações uma vida digna! ''


Yakuy Tupinambá
Auere!

quinta-feira, dezembro 28, 2006

A Terra

A costa sul dos Estados Unidos está sofrendo as conseqüências do furacão Katrina que deixou milhares de mortos e arrasou cidades. Alguns municípios do sul do Brasil também sentiram os danos causados pela força da natureza, com o tornado que atingiu a região nesta semana. No país, a ocorrência desse fenômeno é rara: quando se fala em desastres naturais, as inundações são as campeãs por aqui.

Segundo dados da ONU, cerca de 300 acidentes naturais de grandes proporções ocorrem anualmente no mundo, causando 250 mil mortes e prejuízos de 60 bilhões de dólares. As inundações correspondem a 20% desses danos.


Sismos

Cheias

Secas

Incêndios Florestais

Precipitações Intensas

Trovoadas

Ondas de Calor

Vagas de Frio

Nevões

Nevoeiros e Geadas

Ciclones

Tornados

Acidentes Geomorfológicos

Emergências Radiológicas

Ameaças

Poluição

Chuva Ácida

Ozono

Misseís Nucleares

Desemprego

Desalojados

Sida

...


Estamos sentados em cima dos nossos caixões!

sexta-feira, dezembro 15, 2006

A Corrente

"Cada criatura, à sua maneira, agarrava-se com força aos ramos e às rochas do fundo do rio, pois esta era a sua forma de vida, e resistir à corrente era o que tinham aprendido desde que tinham nascido.
Mas uma criatura disse finalmente:
-Estou cansada de me agarrar. Embora não a consiga ver com os meus olhos, acredito que a corrente sabe para onde vai. Vou-me largar e deixar que ela me leve para onde queira. Aqui morerei de tédio.
As outras criaturasriram e disseram:
-Tolo! Se te largares, essa corrente que adoras atirar-te-à e esmagar-te-à contra as rochas e morrerás mais depressa do que de tédio!
Mas a criatura não lhes deu ouvidos e, respirando fundo, largou-se e foi imediatamente atirada e esmagada pela corrente contra as rochas. Mas com o tempo, recusando-se a voltar a agarrar-se, a corrente ergueu-a, libertando-a do fundo e ela não foi mais magoada e ferida.
O rio adora libertar-nos. O nosso verdadeiro trabalho na Vida é esta viagem, esta aventura."
Este é o início do livro que se tornou no meu auxiliar para aquelas alturas da Vida em que tudo parece confuso, estreito e demasiado limitado para um espírito que gosta de voar!
Ilusões de Richard Bach

quinta-feira, dezembro 14, 2006

Blood on Blood

Há uma altura nas nossas vidas, quando somos novos - adolescentes - em que os amigos são a nossa vida e nós as deles.
Eles são as pessoas mais importantes do mundo e nesta altura, os amigos vão ser amigos para sempre. E, por eles (e com eles), vivemos aventuras, assaltamos fortes, faziamos as coisas que dizíamos que iriamos fazer,e, depois de feitas, erguiamo-nos tão satisfeitas connosco próprias...
Eramos eu, a Dina e a Nélia, num dia cortámos as nossas mãos e fizemos uma promessa, um pacto que só irmãs de sangue compreendem.
Éramos tão novas e tinhamos tantas certezas!
A Nélia era a nossa heroina, não tinha medo de nada e enfrentava quem fosse preciso e protegia-nos! Junto dela estavamos tão bem!
A Dina era a mais experiente e a que nos levava para fora da vila que já estavamos fartas de estar. Tinha sempre uma aventura com alguém e contava-nos as peripécias em que se tinha metido.
Faltavamos às aulas no fim da Primavera para rolarmos do nosso monte abaixo, das três árvores, coberto de relva, atirávamos os cd´s que tinhamos comprado em promoção porque, realmente não valiam nada (depois iamos à procura deles para não deixar restos de acessórios humanos junto da Natureza), percorriamos kms pelos caminhos fora, subiamos tantas montanhas, tirávamos montes de fotografias, e os planos que fazíamos...
Agora a Nélia tem dois filhos lindos e está a lutar pela vida para conseguir andar em frente;
a Dina é empresária de uma firma e faz muito bem o seu trabalho na Grande Lisboa,
e eu... eu sou professora de adultos numa vila da Beira, tenho um marido e um filho espectaculares.
Apesar dos anos que passaram e dos kilómetros entre nós, apesar de estarmos tão longe e de andarmos tão embrenhadas nas nossas vidas, digo-vos, sempre que precisarem de mim, estarei ao vosso lado.

Blood on Blood
Não esqueço! Faz parte de quem me tornei!

quarta-feira, novembro 08, 2006

In Beauty May I Walk


Esta é uma das mais lindas orações Indias Navajo que já conheci!
Peço que sempre que dê um passo que seja em direcção ou na beleza!
Na beleza que existe na Natureza, rodeada pelo Seu Espírito forte e envolvente. NO Espírito que te transmite a pureza das águas, a força da Seiva da Terra, o vigor e a frescura dos Ventos e o despertar do teu próprio espírito!
A beleza do silêncio, a beleza do Amor, a beleza da Paz e da Serenidade!


"In beauty may I walk.
All day long may I walk.
Through the returning seasons may I walk.
On the trail marked with pollen may I walk.
With grasshoppers about my feet may I walk.
With dew about my feet may I walk.
With beauty may I walk.
With beauty before me, may I walk.
With beauty behind me, may I walk.
With beauty below me, may I walk.
With beauty all around me, may I walk.
In old age wandering on a trail of beauty,
Lively, may I walk.
In old age, wandering on a trail of beauty,
Living again, may I walk.
It is finished in beauty.
It is finished in beauty."


Navajo Indian prayer

segunda-feira, outubro 30, 2006

Estupidez Cósmica


"Não será necessário muito tempo - se antes não nos destruirmos primeiro a nós próprios - para que a contenda destrutiva se estenda a outros planetas.

Seria talvez melhor, quiçá, perante tal perspectiva, que a guerra na Terra pusesse fim à nossa espécie antes que a estúpidez se torne cósmica."

by Bertrand Russell

sexta-feira, outubro 27, 2006

Uma benção antiga Irlandesa


Do meu universo mágico, sem soltar a tua mão...
Oxalá sempre tenhas trabalho;

Sempre no teu bolso se guarde uma moeda ou duas;
Que o Sol brilhe no vidro da tua janela;

Que sempre possas seguir o arco-irís, a cada chuva;

Sempre tenhas próximo as mãos de um amigo;
Que Deus encha o teu coração de gozo para te confortar.

quarta-feira, outubro 25, 2006

The Human Seasons


"Four Seasons fill the measure of the year;
There are four seasons in the mind of man:
He has his lusty Spring, when fancy clear
Takes in all beauty with an easy span:
He has his Summer, when luxuriously
Spring's honied cud of youthful thought he loves
To ruminate, and by such dreaming high
Is nearest unto heaven: quiet coves
His soul has in its Autumn, when his wings
He furleth close; contented so to look
On mists in idleness--to let fair things
Pass by unheeded as a threshold brook.
He has his Winter too of pale misfeature,
Or else he would forego his mortal nature."

by Keats

domingo, outubro 22, 2006

Desespero Humano



E, esvaziada a ampulheta, a ampulheta terrestre, reduzidos a silêncio todos os ruídos do século, acabada a nossa agitação febril e estéril, quando em redor tudo for silêncio, como na eternidade - homem ou mulher, rico ou pobre, senhor ou subalterno, feliz ou malaventurado, quer a tua cabeça tenha suportado o brilho da coroa ou que, perdido entre os humildes, não tenhas tido mais do que as penas e os suores dos dias, quer a tua glória seja celebrada enquanto durar o mundo ou esquecido, sem nome, anonimamente sigas a multidão inumerável; quer o esplendor que te rodeou tenha ultrapassado qualquer descrição humana, ou os homens te tenham aplicado a mais dura, a mais aviltante das condenações, quem quer que tenhas sido, a ti como a cada um dos milhões dos teus semslhantes, a eternidade duma só coisa inquirirá: se a tua vida foi ou não de desespero, e se, desesperado, tu ignoravas sê-lo, ou enterravas em ti esse desespero, como um segredo angustiante, como um fruto dum amor criminoso, ou ainda se, horrorizando ainda mais, desesperado, gritavas enfurecido. E, se a tua vida não foi senão de desespero, que pode então importar o resto! Vitórias ou derrotas, para ti tudo está perdido, a eternidade não te considera comoseu, ela não te conheceu, ou, pior ainda, identificando-te, amarra-te ao teu eu, o teu eu de desepero!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Não é tarde para curar o mundo



"A terra e os elementos têm capacidade para curar-se. Quem sabe isto não ocorra durante nossa vida, mas tudo leva seu tempo e vai ser necessário um bom grupo de pessoas que creiam nisso".(Flordemayo - Avó Maya)
Treze avós indígenas procedentes de todos os cantos da Terra, desde as tribos norte-americanas até a Índia, passando pelo Brasil, África e selva amazónica. Elas uniram-se com um objectivo comum: curar o mundo. Houve um tempo, não há muitos anos, em que os anciões eram respeitados e admirados pela sua experiência. A eles recorria-se para pedir conselhos; eles tinham quase a última palavra dentro das famílias. Mas hoje, na maioria das sociedades ocidentais, a estrutura familiar mudou: reduziu-se drasticamente e é cada vez mais rara a convivência de três (ou mais) gerações num mesmo espaço. O papel dos avós limita-se, em muitos casos, a cuidar dos netos que seus próprios filhos não podem atender devido às extensivas jornadas de trabalho. A nossa sociedade rende culto à juventude (aparente ou real) e à novidade, em detrimento da experiência e sabedoria.
Quem nos orienta então? Como encontrar esta voz da experiência?A resposta chega dos que seguem vivendo em contacto estreito com a Natureza: os grupos indígenas.
Entre os índios americanos, as tribos africanas e da Amazônia, os povos do Ártico ou as comunidades espirituais do Tibet, os anciões são um exemplo, apoio e comando. Dentre estes anciões, têm sido as mulheres as que têm se colocado em marcha para o que consideram uma tarefa de vital importância: trazer a sua experiência para curar um mundo que tem vindo a sofrer com a fome, as doenças, as guerras, a falta de diálogo e a morte lenta da Natureza.
As "GrandMothers" (ou Avós) são um conselho de treze mulheres indígenas de todo o mundo reunidas para uma múltipla reivindicação: pelo valor dos anciões, pelo respeito à mulher, pela preservação de suas culturas e pela salvação da Terra e de todos os seres que a habitam. Contam para isso, com meios quase exclusivamente espirituais: as Avós possuem a sabedoria que pode nos curar, baseada em seu contato directo com a Natureza e os ensinamentos transmitidos de geração em geração. Ensinam a fazer frente ao desequilíbrio actual e à doença com a fé, a tradição e a medicina natural.
Desde sempre, fazem-no desde suas zonas de origem; mas há apenas um ano, trabalham para todo o planeta no Congresso Internacional das Treze Avós.
Quem são elas:
Aama Bambo - Nepal
Margaret Behan - Cheyenne-Arapahoe
Rita Pitka Blumenstein -Yupik
Julieta Casimiro - Mazateca
Maria Alice Campos Freire - Brasil
Flordemayo - Maya
Tsering Dolma Gyalthong - Tibet
Beatrice Long Visitor Holy Dance - Lakota
Rita Long Visitor Holy Dance - Lakota
Agnes Pilgrim - Takelma Siletz
Mona Polacca - Hopi/ Havasupai
Bernadette Rebienot - Bwiti
Clara Shinobu Iura - Brasil

"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.

Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."

Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Land of Heart's Desire


The land of faery,
Where nobody gets old and godly and grave,
Where nobody gets old and crafty and wise,
Where nobody gets old and bitter of tongue.

Land of Heart’s Desire,
Where beauty has no ebb, decay no flood,
But joy is wisdom,
Time an endless song.

quarta-feira, setembro 27, 2006

O Princípio do Viver


O viver e saber-se que se vive, independentemente da dependência que possa haver, vive-se para si. O ser-se vivido, já experiente, com lindas recordações, com memórias ainda a latejar dentro das nossas mentes.
A magia começa…

O que dar de nós à Vida? O que a Vida nos dará? Somos novos, ansiamos desesperadamente o controlo das rédeas e achamo-nos capazes disso, claro. Se nos chamam a atenção para a direcção que tomamos, ficamos chateados, revoltados, frustrados por a nós não nos corresponder a vontade da escolha. Com tantas sentenças , conclusões, outras ideias, o meditar de novas experiências, tudo isto nos faz desaperceber que somos, pouco a pouco moldados, pouco a pouco ensinados, pouco a pouco encaminhados para vivermos a nossa vida por nós, como tanto ansiamos. Talvez que alguns se detenham e não reclamem por serem mandados, mas que se deixem ser habilmente moldados, sabiamente ensinados, enigmaticamente encaminhados sem porem em questão o porquê de tanto árduo trabalho.
É o princípio do viver, mas quantos se aperceberão disso?! Quantos saberão aproveitar isso?!
Se o reconhecerem será no pleno viver da vida. Sai de cada um de nós, do nosso mais fundo, um agradecimento ou um desgosto por termos sido bem puxados, severamente exigidos das nossas tarefas ou, por outro lado, se não nos ensinaram a, porventura, VIVER.
Não olhamos mais para trás, mas temos consciência desse passado. Quer-se viver, saber que existe muito à nossa frente para se percorrer, e é nosso objectivo no jogo fazer-se o melhor que se puder. Deu errado? Então, recomeça-se, ainda há tempo… de qualquer maneira, há sempre!
É preciso espíritos abertos, boa aceitação do que estiver para vir e saber lidar-se com o inesperado. Assim, como poderá haver “errado”? Existem, sim tentativas que resultam ou não, consequências de actos com os quais se terá que lidar e anda-se para a frente! Creio que , por muitas pessoas que nos rodeiem, vivemos essencialmente para nós, para que o nosso espírito se realize, se forme, cresça, se eleve acima das perspectivas do Ser divino. Aí, como nos sentiremos?! Estranhamente iluminados! Qualquer coisa de inviolável se torna ainda mais incorruptível. Não se atinge a plenitude com palavras… é demasiado elevado!
No entanto, corre-se um irrevogável risco – o de saber se, no final, se soube ou não viver – eis o grande medo e desespero de Kierkegaard.

No final, ficaremos exactamente, com o produto desse risco. Se se soube viver, aí, contente com tudo, recordam tudo pois não há mais para realizar. Tudo o que significava capricho e desejo foi satisfeito, concretizado e realizado e será melhor desfrutado se tiver sido arduamente conseguido. É inútil tentarmo-nos sentir concretizados com o que é conseguido facilmente. Mas isto são detalhes.

Ainda que sintamos que já tudo nos passou pela vista, queremos, como um vício entranhado, continuar energicamente a viver. Mas a diferença já é largamente notória. E a memória vem-nos à mente, como coisas recentes e muito queridas.

Por outro lado, é neste estado que mais queremos ensinar, procuramos nos mais novos aprendizes capazes de nos seguir as proezas. É quando mais admiramos os anciãos, nas suas experiências e na vontade irresistível de nos guiar; os seus conselhos sensatos serão para sempre apreciados.
Vemo-los, parece que nunca foram outra coisa senão anciãos sensatos, experientes, calmos, prontos a repreender ou a ajudar com palavras por eles vividas. E os novos, sentem-se obrigados a inclinar a cabeça perante eles, apercebem-se do tesouro que “possuem” e reclamam perdão.
Parece que aos nossos olhos nunca tiveram uma vida, parece que para sempre serão anciãos que nos avisam de imprudências, e a quem pedimos que nos guiem.

E crianças crescem, e em adultos vivem, e como anciãos ensinam.
Terá a magia acabado?

A História

História é aquilo por que passou o teu espírito, século após século, ano após ano, aquilo que experimentou, sentiu e viveu. E, se pudermos e conseguirmos compartilhar isso com as outras pessoa, ainda melhor. (Nunca se recebe tão bem quando se consegue dar ainda mais.)