As termas de Santo António!
quinta-feira, janeiro 25, 2007
O Meu Pequeno Paraíso
As termas de Santo António!
quarta-feira, janeiro 10, 2007
A Águia e o Falcão

quarta-feira, janeiro 03, 2007
Os Dois Lobos
sexta-feira, dezembro 29, 2006
Boas Festas Indígenas

A renovação do nosso espírito, e a satisfação da vida material, se dá com o nascer do sol: com uma planta que nasce, com o brotar da flor, com o aparecimento do fruto, com cada folha que renova, com o canto dos pássaros, com as matas povoadas de animais, com o encanto das florestas, com os rios, lagos, ou lagoas cheios de peixes, com o barulho das cachoeiras, com a água pura que mata a nossa sede, e que nos banha, com as nossas roças produzindo alimentos, para saciar nossa necessidade de perpetuação, com o entardecer, com a lua que surge para nos encantar, com as estrelas, que servem para nos guiar, com o novo amanhecer, com o nascer de uma criança, com o respeito e, o cuidado com os nossos semelhantes, com o direito de viver, e, com a nossa partida para o mundo espiritual. Enfim, com o amor e a proteção que nos relacionamos com a Mãe Natureza.
Somos parte da Terra, pedaços de torrões!
Não queremos um Natal e Próspero Ano Novo, que é medido de ano em ano, onde as pessoas são levadas a acreditarem que é só nesses momentos, que o espírito precisa de renovação e paz, que se redime de todos os tipos de atrocidades cometidos ao longo de um ano, que deve se colocar a melhor roupa, o melhor sapato, ter o melhor alimento, amar, sonhar, tolerar, perdoar, presentear, reunir os membros da família, e que depois de passado surgem as incertezas, o desespero, o egoísmo, o orgulho, a prepotência, a vaidade, o rancor, o ódio, a desesperança, a ganância, a sede do poder, a cegueira, a desilusão etc..;. Que transforma o homem, em um ser avilte.
Não queremos um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo de quem faz parte de um Sistema, ou aceita ser dominado por conveniência, e que deixa seus próprios irmãos: com fome, com sede, sem teto, sem pátria, sem direito a uma boa educação, à saúde, a um trabalho digno, sem acesso ao conhecimento dos direitos e deveres de cidadania, sem rosto e sem voz, que fomentam a guerra (a disputa e a discórdia),
Queremos sim, comungar sempre, com aqueles, que enxergam a humanidade como um todo, que não precisam de retórica, e nem se dizem intelectuais para seduzir e enganar seus irmãos, que não possuem olhos vendados, e que tem a plena consciência de que somos todos iguais perante a Natureza. A diferença é unicamente cultural. E, acima de tudo possuem a consciência de que precisamos preservar e cuidar do meio em que vivemos, se deseja para nossas futuras gerações uma vida digna! ''
Yakuy Tupinambá
Auere!
quinta-feira, dezembro 28, 2006
A Terra
Segundo dados da ONU, cerca de 300 acidentes naturais de grandes proporções ocorrem anualmente no mundo, causando 250 mil mortes e prejuízos de 60 bilhões de dólares. As inundações correspondem a 20% desses danos.

sexta-feira, dezembro 15, 2006
A Corrente

quinta-feira, dezembro 14, 2006
Blood on Blood
Eles são as pessoas mais importantes do mundo e nesta altura, os amigos vão ser amigos para sempre. E, por eles (e com eles), vivemos aventuras, assaltamos fortes, faziamos as coisas que dizíamos que iriamos fazer,e, depois de feitas, erguiamo-nos tão satisfeitas connosco próprias...
Eramos eu, a Dina e a Nélia, num dia cortámos as nossas mãos e fizemos uma promessa, um pacto que só irmãs de sangue compreendem.
Éramos tão novas e tinhamos tantas certezas!
A Nélia era a nossa heroina, não tinha medo de nada e enfrentava quem fosse preciso e protegia-nos! Junto dela estavamos tão bem!
A Dina era a mais experiente e a que nos levava para fora da vila que já estavamos fartas de estar. Tinha sempre uma aventura com alguém e contava-nos as peripécias em que se tinha metido.
Faltavamos às aulas no fim da Primavera para rolarmos do nosso monte abaixo, das três árvores, coberto de relva, atirávamos os cd´s que tinhamos comprado em promoção porque, realmente não valiam nada (depois iamos à procura deles para não deixar restos de acessórios humanos junto da Natureza), percorriamos kms pelos caminhos fora, subiamos tantas montanhas, tirávamos montes de fotografias, e os planos que fazíamos...
Agora a Nélia tem dois filhos lindos e está a lutar pela vida para conseguir andar em frente;
a Dina é empresária de uma firma e faz muito bem o seu trabalho na Grande Lisboa,
e eu... eu sou professora de adultos numa vila da Beira, tenho um marido e um filho espectaculares.
Apesar dos anos que passaram e dos kilómetros entre nós, apesar de estarmos tão longe e de andarmos tão embrenhadas nas nossas vidas, digo-vos, sempre que precisarem de mim, estarei ao vosso lado.
Blood on Blood
Não esqueço! Faz parte de quem me tornei!
quarta-feira, novembro 08, 2006
In Beauty May I Walk

Esta é uma das mais lindas orações Indias Navajo que já conheci!
Peço que sempre que dê um passo que seja em direcção ou na beleza!
Na beleza que existe na Natureza, rodeada pelo Seu Espírito forte e envolvente. NO Espírito que te transmite a pureza das águas, a força da Seiva da Terra, o vigor e a frescura dos Ventos e o despertar do teu próprio espírito!
A beleza do silêncio, a beleza do Amor, a beleza da Paz e da Serenidade!
"In beauty may I walk.
All day long may I walk.
Through the returning seasons may I walk.
On the trail marked with pollen may I walk.
With grasshoppers about my feet may I walk.
With dew about my feet may I walk.
With beauty may I walk.
With beauty before me, may I walk.
With beauty behind me, may I walk.
With beauty below me, may I walk.
With beauty all around me, may I walk.
In old age wandering on a trail of beauty,
Lively, may I walk.
In old age, wandering on a trail of beauty,
Living again, may I walk.
It is finished in beauty.
It is finished in beauty."
Navajo Indian prayer
segunda-feira, outubro 30, 2006
Estupidez Cósmica

"Não será necessário muito tempo - se antes não nos destruirmos primeiro a nós próprios - para que a contenda destrutiva se estenda a outros planetas.
Seria talvez melhor, quiçá, perante tal perspectiva, que a guerra na Terra pusesse fim à nossa espécie antes que a estúpidez se torne cósmica."
by Bertrand Russell
sexta-feira, outubro 27, 2006
Uma benção antiga Irlandesa

Do meu universo mágico, sem soltar a tua mão...
Oxalá sempre tenhas trabalho;
Sempre no teu bolso se guarde uma moeda ou duas;
Que o Sol brilhe no vidro da tua janela;
Que sempre possas seguir o arco-irís, a cada chuva;
Sempre tenhas próximo as mãos de um amigo;
Que Deus encha o teu coração de gozo para te confortar.
quarta-feira, outubro 25, 2006
The Human Seasons

"Four Seasons fill the measure of the year;
There are four seasons in the mind of man:
He has his lusty Spring, when fancy clear
Takes in all beauty with an easy span:
He has his Summer, when luxuriously
Spring's honied cud of youthful thought he loves
To ruminate, and by such dreaming high
Is nearest unto heaven: quiet coves
His soul has in its Autumn, when his wings
He furleth close; contented so to look
On mists in idleness--to let fair things
Pass by unheeded as a threshold brook.
He has his Winter too of pale misfeature,
Or else he would forego his mortal nature."
by Keats
domingo, outubro 22, 2006
Desespero Humano

E, esvaziada a ampulheta, a ampulheta terrestre, reduzidos a silêncio todos os ruídos do século, acabada a nossa agitação febril e estéril, quando em redor tudo for silêncio, como na eternidade - homem ou mulher, rico ou pobre, senhor ou subalterno, feliz ou malaventurado, quer a tua cabeça tenha suportado o brilho da coroa ou que, perdido entre os humildes, não tenhas tido mais do que as penas e os suores dos dias, quer a tua glória seja celebrada enquanto durar o mundo ou esquecido, sem nome, anonimamente sigas a multidão inumerável; quer o esplendor que te rodeou tenha ultrapassado qualquer descrição humana, ou os homens te tenham aplicado a mais dura, a mais aviltante das condenações, quem quer que tenhas sido, a ti como a cada um dos milhões dos teus semslhantes, a eternidade duma só coisa inquirirá: se a tua vida foi ou não de desespero, e se, desesperado, tu ignoravas sê-lo, ou enterravas em ti esse desespero, como um segredo angustiante, como um fruto dum amor criminoso, ou ainda se, horrorizando ainda mais, desesperado, gritavas enfurecido. E, se a tua vida não foi senão de desespero, que pode então importar o resto! Vitórias ou derrotas, para ti tudo está perdido, a eternidade não te considera comoseu, ela não te conheceu, ou, pior ainda, identificando-te, amarra-te ao teu eu, o teu eu de desepero!
sexta-feira, outubro 20, 2006
Não é tarde para curar o mundo

"A terra e os elementos têm capacidade para curar-se. Quem sabe isto não ocorra durante nossa vida, mas tudo leva seu tempo e vai ser necessário um bom grupo de pessoas que creiam nisso".(Flordemayo - Avó Maya)

"Um dia, a Terra vai adoecer. Os pássaros cairão do céu, os mares vão escurecer e os peixes aparecerão mortos na correnteza dos rios. Quando esse dia chegar, os índios perderão o seu espírito. Mas vão recuperá-lo para ensinar ao homem branco a reverência pela sagrada terra.
Aí, então, todas as raças vão se unir sob o símbolo do arco-íris para terminar com a destruição. Será o tempo dos Guerreiros do Arco-Íris."
Profecia feita há mais de 200 anos por "Olhos de Fogo", uma velha índia Cree.
quarta-feira, outubro 18, 2006
Land of Heart's Desire
quarta-feira, setembro 27, 2006
O Princípio do Viver
O viver e saber-se que se vive, independentemente da dependência que possa haver, vive-se para si. O ser-se vivido, já experiente, com lindas recordações, com memórias ainda a latejar dentro das nossas mentes.
A magia começa…
O que dar de nós à Vida? O que a Vida nos dará? Somos novos, ansiamos desesperadamente o controlo das rédeas e achamo-nos capazes disso, claro. Se nos chamam a atenção para a direcção que tomamos, ficamos chateados, revoltados, frustrados por a nós não nos corresponder a vontade da escolha. Com tantas sentenças , conclusões, outras ideias, o meditar de novas experiências, tudo isto nos faz desaperceber que somos, pouco a pouco moldados, pouco a pouco ensinados, pouco a pouco encaminhados para vivermos a nossa vida por nós, como tanto ansiamos. Talvez que alguns se detenham e não reclamem por serem mandados, mas que se deixem ser habilmente moldados, sabiamente ensinados, enigmaticamente encaminhados sem porem em questão o porquê de tanto árduo trabalho.
É o princípio do viver, mas quantos se aperceberão disso?! Quantos saberão aproveitar isso?!
Se o reconhecerem será no pleno viver da vida. Sai de cada um de nós, do nosso mais fundo, um agradecimento ou um desgosto por termos sido bem puxados, severamente exigidos das nossas tarefas ou, por outro lado, se não nos ensinaram a, porventura, VIVER.
Não olhamos mais para trás, mas temos consciência desse passado. Quer-se viver, saber que existe muito à nossa frente para se percorrer, e é nosso objectivo no jogo fazer-se o melhor que se puder. Deu errado? Então, recomeça-se, ainda há tempo… de qualquer maneira, há sempre!
No entanto, corre-se um irrevogável risco – o de saber se, no final, se soube ou não viver – eis o grande medo e desespero de Kierkegaard.
No final, ficaremos exactamente, com o produto desse risco. Se se soube viver, aí, contente com tudo, recordam tudo pois não há mais para realizar. Tudo o que significava capricho e desejo foi satisfeito, concretizado e realizado e será melhor desfrutado se tiver sido arduamente conseguido. É inútil tentarmo-nos sentir concretizados com o que é conseguido facilmente. Mas isto são detalhes.
Ainda que sintamos que já tudo nos passou pela vista, queremos, como um vício entranhado, continuar energicamente a viver. Mas a diferença já é largamente notória. E a memória vem-nos à mente, como coisas recentes e muito queridas.
Por outro lado, é neste estado que mais queremos ensinar, procuramos nos mais novos aprendizes capazes de nos seguir as proezas. É quando mais admiramos os anciãos, nas suas experiências e na vontade irresistível de nos guiar; os seus conselhos sensatos serão para sempre apreciados.
Vemo-los, parece que nunca foram outra coisa senão anciãos sensatos, experientes, calmos, prontos a repreender ou a ajudar com palavras por eles vividas. E os novos, sentem-se obrigados a inclinar a cabeça perante eles, apercebem-se do tesouro que “possuem” e reclamam perdão.
Parece que aos nossos olhos nunca tiveram uma vida, parece que para sempre serão anciãos que nos avisam de imprudências, e a quem pedimos que nos guiem.
E crianças crescem, e em adultos vivem, e como anciãos ensinam.
Terá a magia acabado?
A História
sexta-feira, setembro 15, 2006
Da Pena e da Compaixão

A PENA – sentimento humano
“Pena, s.f. desgosto; tristeza; dor; aflição...” in Dicionário da Língua Portuguesa
Pena, sentimento que nos enaltece perante o outro. Sentimento que nos coloca num pedestal em relação ao outro. E olha-se lá bem para baixo para o ser de quem se tem pena, porque nós os piedosos, somos bem melhores e temos melhor sorte do que eles, que caíram e estão agora de rastos no chão!
Pena, sentimento em que se lamenta a existência do outro. Tanto amor pelo próximo que não conseguem conter dentro deles mesmos tanta paixão. Mas à mais pequena oportunidade, não se apercebem que estão a espezinhar outros, provavelmente quem têm a seu lado!
Despertem! Há pessoas que não são suficientemente mendigas para aceitarem esmolas! E se recusam a piedade dos outros, são criticados e despojados daquela aurea de debilidade que inicialmente lhes puseram.
Há mais honra e nobreza nesta recusa de piedade do que na virtude de sentir pena de/por alguém!
É necessário respeitar a desgraça, o fracasso e/ou a pobreza dos outros.
Pena?! ... Nem através de palavras nem através de olhares!
quarta-feira, setembro 13, 2006
Os Dinaussauros
Posso admitir que ainda hajam seres que recorram aos seus instintos mais primitivos para sobreviver nesta selva, mas não têm qualquer desculpa quando, para sobreviverem, atropelam quem quer que seja só para poderem levantar o pescoço e mostrar quem é o galo do poleiro. Mas chega de falar de bichos!
Agora, os dinossauros! Numa palavra: são uns sobreviventes! Depois de exaustivamente estudados, microscopicamente examinados e cinematograficamente explorados, ainda há quem os admire e se sinta fascinado pela enormidade destes bichos. É de louvar!
terça-feira, setembro 12, 2006
As Palavras

As Palavras
Na minha opinião é uma arte o saber escrever sem dizer exactamente aquilo que se quer dizer.
Acredito que o escritor que assim escreva, o faça, não com intenção de subterfúgio ou dissimular o que realmente pretende dizer, mas para despertar espíritos e espicaçar mentes adormecidas. E por que não dizer algo, não de uma forma clara e explícita, mas distorcida e subtil?! No mínimo, dá trabalho tentar perceber o que se escreveu. Mas isso são linhas para quem sabe ler…
Reconheço alguns mestres neste tipo de escrita, e, garanto, dão que pensar! Se não escrevessem com Palavras tão distorcidas, com Palavras tão rebuscadas, com Palavras que aparentemente não têm qualquer relação com o contexto, nunca nos chamariam a atenção, nunca nos fariam reagir, nunca nos tocariam tão fundo.
As palavras… tão fortes e tão eternas…não há nada nesta Terra de Deus que apague o que uma vez foi dito ou escrito. Mesmo que se tente quebrar, rasgar, partir, apagar as palavras, já será tarde se tiverem sido proferidas. E permanecem no nosso espírito, no ar, naquele tempo e naquele espaço sem que nada as faça deixar de existir.
As palavras… tão usadas, tão gastas… e no entanto, se forem usadas no momento certo, se tiverem a conotação certa, são como uma lufada de ar fresco para a mente, coração e espírito!
Usar as palavras para deixar correr o que se sente, como um rio que flui… e, no entanto, ninguém percebe bem como corre esse rio até ter mergulhado naquelas águas e senti-las.
É imprescindível que se permita renovar as Palavras a cada dia, a cada momento! Deixá-las pulsar, viver através de nós, como se se libertassem para o mundo pela primeira vez!

